Home Ciências naturais e física Proibição de brincadeiras em bloco na Asa Sul vai acabar na Justiça

Proibição de brincadeiras em bloco na Asa Sul vai acabar na Justiça

by crigus

Diante da posição irredutível do condomínio do Bloco H da 312 Sul, de proibir crianças de brincarem debaixo do prédio, a arquiteta Larissa Maria de Oliveira Moraes Villela, 31, planeja entrar na Justiça para garantir que as filhas, de 4 e 2 anos, possam desfrutar do pilotis. “Devido à resistência, eu terei que buscar os meus direitos por meios legais”, disse.

A arquiteta Larissa Villela promete buscar os meios legais para garantir o direito das filhas de brincarem debaixo do Bloco H da 312 Sul

A polêmica veio à tona após um desabafo feito por Larissa nas redes sociais. No grupo Mães de Brasília, no Facebook, ela expôs sua revolta nesta quinta-feira (26/1). O caso foi mostrado pelo Metrópoles e teve bastante repercussão. Muitas pessoas apoiaram Larissa e outras acham que o regimento do prédio é soberano.

A síndica do prédio, Salete Gomes, diz que a restrição está prevista no regimento, produzido em 1971, na época de ditadura militar. É tão antigo que tapete está escrito com acento “tapête”. “A moradora pode chamar até o papa. Se está no regimento, deve ser cumprido”.

Segundo o especialista em administração condominial Aldo Júnior, o Doutor Condomínio, a síndica não tem razão. “Embora o regimento interno deste condomínio proíba aglomerações, ele não está acima do tombamento da cidade que, conforme o projeto original do urbanista Lucio Costa determina que os pilotis sejam áreas públicas. Também temos a Lei 2.105/98, ou Código de Edificações do Distrito Federal, que expressa este caráter público dos pilotis”, explica.

Para Aldo Júnior, em casos de impasse como este, vale sempre o bom senso. “Em condomínios, sempre teremos divergência, afinal de contas são diferentes histórias e necessidades dividindo um mesmo espaço. Acredito que havendo diálogo entre as partes é possível encontrar solução que atenda a necessidade de ambos”, destaca.

Segundo informações do Sindicato dos Condomínios Residenciais e Comerciais do DF (Sindicondomínio-DF), cada bloco “faz suas próprias regras, por meio de regimento aprovado em assembleia”. “Para solicitar alguma alteração, o morador (a) deve escrever uma carta ao síndico pedindo uma reunião extraordinária e a inclusão do tema na pauta, para ser votado”, acrescentou a entidade.

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